Skip to content
Revista Amarello
  • Cultura
    • Educação
    • Filosofia
    • Literatura
      • Crônicas
    • Sociedade
  • Design
    • Arquitetura
    • Estilo
    • Interiores
    • Mobiliário/objetos
  • Revista
  • Entrar
  • Newsletter
  • Sair

Busca

  • Loja
  • Assine
  • Encontre
#3MedoCulturaSociedade

Tarô em cena

por Vanessa Agricola

Pollyannas, me perdoem, vou falar de morte. Não dá pra falar de medo sem falar de morte. Dá? Falta de criatividade ou não, morrer é o medo mais comum, pode pesquisar. Pode ser que você nunca tenha pensando nisso antes, mas quando pensar vai ficar com medo, muito medo. Ficar perto da morte dá vontade de fazer cocô nas calças. Outros medos só dão vontade de fazer xixi. Os puristas que me perdoem, mas é isso aí.

No dia que o Michael Jackson morreu eu quase morri. Não porque eu era fã do Michael Jackson e morri de tristeza, nada a ver, o que eu tive foi um ataque de pânico, do nada achei que eu ia morrer. Freud explica o porquê. Talvez quando eu era criança ele ainda era um adolescente, para mim ele ainda era um adolescente. Morrer aos 50 anos não é muito cedo? E se eu morrer aos 50? Que medo.

Só uma coisa passa na cabeça quando você acha que vai morrer: tudo de uma só vez. O que aconteceu, todas as pessoas, o que você disse, o que você fez. O que você não fez é o que mais dá medo, não vai dar tempo de fazer! Pânico. Esse dia eu tomei três vidros de floral de Bach, chá de camomila, chá de camomila, chá de camomila, até passar.

Passou. Chamei um táxi, entrei na primeira livraria, o Medo da Morte estava em todo lugar: “a morte não é o fim”, blábláblá. Mudei de corredor. Qual foi a primeira coisa que eu vi? A Morte do tarô, estampada numa caixa, logo ali. Peguei e abri na hora. “Senhora? Eu vou levar”.

Claro que A Morte foi a primeira carta que eu li.

ARCANO XIII – A MORTE

O Arcano 13 fala de uma grande transformação. É uma das cartas mais poderosas do tarô, pois anuncia que uma mudança irá ocorrer, não necessariamente a morte do corpo físico, mas pode ser. Com certeza A Morte anuncia o começo de um novo ciclo, totalmente desconhecido, por isso morrer é assustador, daí o medo. Mudar de ideias, trocar de marido, procurar outro emprego. Medo, medo, medo.

Mas olha que legal, no tarô A Morte é um passo à frente. Sempre. Apesar da representação dramática, a carta é um sinal de transformação positiva. Significa um progresso, um salto, te leva do menor para o maior, do alto para o mais alto. Embora nos faça sentir tristes, é uma vitória morrer, devemos morrer o tempo todo. Morrer é a única forma de renascer.

Simbologia: no Tarô de Waite a personificação da morte aparece montada num cavalo branco, símbolo de renascimento e passagem. A rosa branca na bandeira negra simboliza a vida. O Bispo e a criança dão as boas vindas à Morte porque conhecem o poder de transformação que ela traz. A água do rio vai virar nuvem e chuva, depois retorna pro rio outra vez, nada se destrói. Quase toda carta da Morte traz um símbolo de ressurreição, como o Sol, que significa que para progredir deve morrer a forma antiga.

“Quando aparece a carta da Morte, é possível que no seu caminho surjam grandes mudanças. Em geral, referem-se a algo no seu estilo de vida, uma velha atitude ou uma perspectiva que já não é útil e tem que deixá-la ir. Enquanto o Homem-Pendurado* é uma carta de sacrifício voluntário, a Morte é de sacrifício forçado, mas não significa que não seja para seu próprio bem.” O Tarô Universal de Waite.

Compartilhar
  • Twitter
  • Facebook
  • WhatsApp

Conteúdo relacionado


Sonhos não envelhecem

#49 Sonho Cultura

por Luciana Branco Conteúdo exclusivo para assinantes

O caminho das águas na Chapada do Araripe

#42 Água Cultura

por Fabiana Pereira Barbosa

Sobre a capa: Bruno Moreschi

#23 Educação Arte

Proust, o amor na terra: Os pilriteiros

# Terra: Especial 10 anos Cultura

por Thiago Blumenthal

Duplos: O humor da nossa metade inteira

#38 O Rosto Cultura

por Ana Rüsche Conteúdo exclusivo para assinantes

O Nascimento do Homem-Todo

#36 O Masculino Artigo

por Vicente Góes Conteúdo exclusivo para assinantes

Fofocas

#8 Amor Crônica

por Vanessa Agricola

Na capa: Pedro Perdigão

#42 Água Fotografia

por Gustavo Freixeda

Tensões entre cor e amor: construções sociais nas relações de afeto

Cultura

por Gustavo Freixeda

Marca Beleza

#14 Beleza Cidades

por Saul Taylor Conteúdo exclusivo para assinantes

EPM: leve ansiedade e pânico

#3 Medo Arte

por Revista Amarello Conteúdo exclusivo para assinantes

Nove expoentes da cultura indígena que você tem que conhecer

#37 Futuros Possíveis Cultura

por Gean Ramos

“Tudo o que respira”: a interferência do homem na natureza

Cinema

por Revista Amarello

  • Loja
  • Assine
  • Encontre

O Amarello é um coletivo que acredita no poder e na capacidade de transformação individual do ser humano. Um coletivo criativo, uma ferramenta que provoca reflexão através das artes, da beleza, do design, da filosofia e da arquitetura.

  • Facebook
  • Vimeo
  • Instagram
  • Cultura
    • Educação
    • Filosofia
    • Literatura
      • Crônicas
    • Sociedade
  • Design
    • Arquitetura
    • Estilo
    • Interiores
    • Mobiliário/objetos
  • Revista
  • Amarello Visita

Usamos cookies para oferecer a você a melhor experiência em nosso site.

Você pode saber mais sobre quais cookies estamos usando ou desativá-los em .

Powered by  GDPR Cookie Compliance
Visão geral da privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos lhe proporcionar a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Cookies estritamente necessários

O cookie estritamente necessário deve estar sempre ativado para que possamos salvar suas preferências de configuração de cookies.

Se desativar este cookie, não poderemos guardar as suas preferências. Isto significa que sempre que visitar este website terá de ativar ou desativar novamente os cookies.