Skip to content
Revista Amarello
  • Cultura
    • Educação
    • Filosofia
    • Literatura
      • Crônicas
    • Sociedade
  • Design
    • Arquitetura
    • Estilo
    • Interiores
    • Mobiliário/objetos
  • Revista
  • Entrar
  • Newsletter
  • Sair

Busca

  • Loja
  • Assine
  • Encontre
#22DuploCulturaLiteratura

Dois Cunha

por Léo Coutinho

Gilmara Cunha, moradora do Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, receberá, no dia 8 de dezembro de 2015, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a Medalha Tiradentes, mais alta honraria fluminense, por serviços prestados à comunidade. Cunha é transexual e ativista LGBT, foi coroinha, passou a adolescência numa fraternidade católica, é conselheira nacional da juventude e trancou a faculdade de Psicologia para se dedicar à ONG Conexão G.

Eduardo Cunha, morador da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em 1º de fevereiro de 2015 para mandato de dois anos. É deputado federal, evangélico, foi estafeta, formou-se em Economia, operou no mercado financeiro, exportou carne moída para a África, presidiu a Telerj durante o governo Fernando Collor, por indicação de PC Farias, e foi líder da bancada do PMDB na Câmara.

Em 2006, Cunha fundou a ONG Conexão G, pioneira em dar voz ao movimento LGBT nas favelas, ambiente notado pela ausência do Estado, onde as leis são feitas e aplicadas pelo poder paralelo, segundo ela “machista, sexista, homofóbico, transfóbico”. Sofreu discriminação mas perseverou, e hoje organiza paradas LGBT, com trio elétrico e 30 mil participantes, dentro da favela. Porém, sabe que sua agenda é pelo direito de existir: “Na favela, não se pode dar um beijo ou andar de mãos dadas. Quem é gay, lésbica ou transexual no território de favela não usufrui dos avanços que os LGBTs do país vêm experimentando. Não lutamos para adotar um filho. Ainda estamos lutando para sobreviver”, disse à BBC Brasil.

Casado pela segunda vez, Cunha tem cinco filhos, gosta de bons restaurantes, vinhos, charutos e carros esportivos. Tornou-se evangélico há quinze anos. Segundo a Folha de São Paulo, na campanha para presidente da Câmara, “pediu votos para, ‘se Deus quiser’, estar em consonância com a sociedade no comando da Casa”. Autor de legislações antiaborto, contra a legalização da maconha e o casamento de pessoas do mesmo sexo, a favor do Dia do Orgulho Hétero e da lei contra a heterofobia, acredita que a consonância social siga esta agenda.

Há quem diga que Gilmara é de esquerda, e Eduardo, de direita. Também há quem diga que a livre iniciativa, como a da Gilmara, é de direita, e o apreço pelo Estado de Eduardo, de esquerda. Assim como não falta quem considere a Maré da Gilmara de esquerda, e a Barra do Eduardo, de direita. Mas não seria a favela, território absolutamente alheio ao Estado, um feudo da direita? E a Barra, com ampla presença do Estado, o sonho da esquerda?

Gilmara luta pelo respeito aos direitos individuais. Eduardo legisla para que o Estado possa arbitrá-los. Dois lados, dois Cunhas e a pergunta: o que seria esquerda ou direita?

Compartilhar
  • Twitter
  • Facebook
  • WhatsApp

Conteúdo relacionado


Sonhos não envelhecem

#49 Sonho Cultura

por Luciana Branco Conteúdo exclusivo para assinantes

Bruna Albuquerque e sua terra de referência: Mausoléu de Shah-i-Zinda em Samarcanda

# Terra: Especial 10 anos Arte

Virar Mar: o gênesis e o apocalipse como rios afluentes

Arte

por Gustavo Freixeda

O gabião de Manuela Costalima

#20 Desejo Arte

por Manuela Costalima Conteúdo exclusivo para assinantes

O Rosto

#38 O Rosto Cultura

por Matilde Campilho

Corpo em evidência

#9 Obsessão Cultura

por Hermés Galvão

Amarello 15 anos

#51 O Homem: Amarello 15 anos Editorial

Andando na linha

#19 Unidade Cidades

por Eduardo Andrade de Carvalho Conteúdo exclusivo para assinantes

White noise

#11 Silêncio Arte

por Silas Martí Conteúdo exclusivo para assinantes

Mais filhos e menos emprego? O estigma profissional da maternidade

Cultura

por Revista Amarello

Funkeiros cults

#45 Imaginação Radical Arte

por Dayrel Teixeira

Os limites da liberdade

#12 Liberdade Cultura

por Alain de Botton Conteúdo exclusivo para assinantes

Sertão, de Caminha a caminho

#51 O Homem: Amarello 15 anos Cultura

por Jorge Caldeira Conteúdo exclusivo para assinantes

  • Loja
  • Assine
  • Encontre

O Amarello é um coletivo que acredita no poder e na capacidade de transformação individual do ser humano. Um coletivo criativo, uma ferramenta que provoca reflexão através das artes, da beleza, do design, da filosofia e da arquitetura.

  • Facebook
  • Vimeo
  • Instagram
  • Cultura
    • Educação
    • Filosofia
    • Literatura
      • Crônicas
    • Sociedade
  • Design
    • Arquitetura
    • Estilo
    • Interiores
    • Mobiliário/objetos
  • Revista
  • Amarello Visita

Usamos cookies para oferecer a você a melhor experiência em nosso site.

Você pode saber mais sobre quais cookies estamos usando ou desativá-los em .

Powered by  GDPR Cookie Compliance
Visão geral da privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos lhe proporcionar a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Cookies estritamente necessários

O cookie estritamente necessário deve estar sempre ativado para que possamos salvar suas preferências de configuração de cookies.

Se desativar este cookie, não poderemos guardar as suas preferências. Isto significa que sempre que visitar este website terá de ativar ou desativar novamente os cookies.