#10FuturoArteArtes Visuais

Portfolio: Theo Craveiro

por Silas Martí

O que eu tinha, de Theo Craveiro Theo Craveiro tenta esticar a pele da arte. Sua obra usa os vocabulários e matrizes do discurso plástico como receptáculo estranho da vida real. São molduras exatas, rígidas, que se adaptam com certo atrito ao descontrole orgânico, uma colônia de formigas enjaulada em formas construtivas, um gêiser artificial contido num cubo de vidro ou mesmo uma planta de maconha que cresce em plena galeria, dentro de uma estrutura metálica. Artista que se lançou no circuito levando carrinhos cheios de obras às portas dos museus de São Paulo, Craveiro desde sempre parece delimitar um território e se posicionar à margem dele. No vão livre do Masp e na entrada da Pinacoteca do Estado, armou exposições móveis, tal qual um caixeiro viajante. Eram veículos carregados de sentido, peças de museu vistas do lado de fora, como mercadoria exposta e ainda não digerida pelo sistema oficial.…

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