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Shakespeare e porcos após 1984, e o que esperar do futuro

por Bruno Pesca

Grandes escritores geralmente descrevem com criatividade e perfeição o presente, ou utilizam de metáforas e riquezas de detalhes para nos lembrar do passado. Há exceções, e George Orwell, por exemplo, é lembrado por saber, como poucos, “lembrar” o futuro. Hoje, com 1984 pra trás, fica fácil constatar a perfeição das descrições de sua obra. Nós, economistas, especialistas que somos em fazer previsões, não à toa gostamos de Orwell. Só que nós, assim como a maioria das pessoas, erramos boa parte de nossas previsões.Mas o que aconteceria se todas as apostas necessariamente se tornassem realidade? Em primeiro lugar, não seriam mais “apostas”. Restaria aqui apostar se o futuro ganharia ou perderia importância em nosso presente. Muitos escritores foram convincentes em nos sugerir que a certeza sobre o futuro seria um desastre. Shakespeare foi um deles, através da impressionante Tragédia de Macbeth. Segundo escreveu, o general Macbeth era um dos mais importantes…

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