#16RenascimentoCulturaLiteratura

Ilha, maravilha, utopia, alegoria – notas sobre A Tempestade

por Jerônimo Teixeira

Gravura de Benjamin Smith (1797), inspirada em quadro de George Romney “Cada palavra era um trovão, cada cláusula um raio e cada razão um triunfo”Sermão da Sexagésima “…and the thunder, That deep and dreadful organ-pipe, pronounced the name of Prosper”A Tempestade A expressão foi sequestrada por Aldous Huxley: quando o leitor médio ouve falar, hoje, em “admirável mundo novo” (“brave new world”), de imediato pensa em alguma distopia tecno-eugênica. Mas o admirável mundo novo original seria, na verdade, o Velho Mundo. Seus representantes não viviam em um mundo higienizado e pacificado pelo condicionamento psicobiológico, mas na suja e bagunçada Itália do início do século XVII. Naquela que é a última das peças escritas por William Shakespeare (a rigor, a última que ele terá escrito sozinho, sem um dramaturgo parceiro), cabe à jovem Miranda, criada desde a primeira infância em uma ilha isolada, exaltar em termos elevados a confusa e humilhada…

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