#29ArquivoCulturaLiteratura

Cartas para o Edil

por Renato Oliveira

Comecei com as cartas logo que me alfabetizei, aos sete anos, em 1969. Mamãe me ditava o que ela precisava dizer para o José Maria e, depois, colocava no correio. Suas cartas eram curtas, eu me lembro. E falavam, em primeiro lugar, de saudade. Diziam que, desde que ela o vira pela última vez… – e, aí, eu escrevia como escutava, em maiúscula: “Deus que te vi pela última vez…”Em janeiro deste ano, comecei a fazer apresentações de minhas músicas nas casas dos amigos. Eu ofereço o show em suas salas, para nossos amigos, e depois passo o chapéu. Nós chamamos essa série de shows de De Casa em Casa. Quando fizemos o De Casa em Casa no Márcio, na hora em que estávamos saindo, Edil disse que tinha uma surpresa. No caminho, acabei descobrindo-a: entre uma música e outra, ele iria ler as cartas que lhe mandei no fim…

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