#2NuCulturaSociedade

Pensar a nudez e o nu

por Felipe de Campos d’Ultra Vaz

Muito recentemente, num workshop de Butoh dirigido pelo grande artista japonês Tadashi Endo, tive a impressão de ver a alma dançando. Fui a esse workshop por causa do filme Hanami – Cerejeiras em Flor, em que pela estranha dança oriental, os personagens se comunicavam com os mortos.Foram movimentos leves e mínimos os que nos instruíram a fazer, na lentidão característica do que não se automatiza. Saî do workshop em êxtase. Experimentei o corpo como me agrada pensá-lo: uma capa para alma.No dia seguinte, uma experiência cotidiana: a caminho da padaria, numa banca de jornal do bairro, observo que a maioria das participantes do insólito Big Brother Brasil exibe seus corpos em diferentes revistas. O CORPO E A ALMA: A NUDEZ DO NU Se emprestarmos uma alegoria de um belíssimo filósofo do século passado, diríamos que o corpo inteiro é um rosto. Uma delicadeza desconcertada, o humano no Homem se apresenta…

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