#4ColonialismoCrônica

Para felicidade geral, digo que fico

por Adriana Calabró

A construção que abriga a Casa Watanabe, na cidade de Registro, tem mais de 100 anos. Como uma autêntica remanescente da típica lojinha de “Secos e Molhados”, tem tudo para oferecer: armadilhas, iscas, bolsas, panelas, objetos de prata, artigos de papelaria, doces, cachaça, artigos típicos da região e muito mais. A frente do negócio está o Seu Watanabe, 82 anos, um senhor de origem japonesa que, com seu jeito polido e uma simpatia ao mesmo tempo tímida e encantadora, atende os clientes. A paciência oriental monta as traquitanas, explica os ingredientes, separa os objetos, embala cuidadosamente as compras. Nesse movimento, em que a venda também é puro artesanato, ele não está só: o filho e a esposa, dona Conceição, dão o suporte na loja, a única que permanece aberta em uma ensolarada tarde de domingo. Seu Watanabe, que mora na casa que fica bem atrás do estabelecimento com o seu…

Este conteúdo é exclusivo para assinantes

Assine ou para ter acesso a todo o nosso conteúdo.