#4ColonialismoCrônica

Brasil Colônia

por Nuria Basker

Ó Ditinha, que cheiro é esse? É meu cheiro mesmo, tal e qual, ô sinhô. Ó Diti-nha, que eu fico louco. Fica, não, sinhô, que sinhá num vai gostá. Ó Ditinha, é lá de fora ou daí de dentro esse cheiro de flor que tomou chuva, de doce que acabou de fazer? É meu cheiro mesmo, tal e qual, sinhô. Ó Ditinha, que eu fico louco. Fica, não, sinhô, que sinhá vai zangá. Esse cheiro, esse cheiro, vem ligeiro, ó Ditinha. Óia meu sinhô, que eu tenho que confessá, pra arriba de tudo, aqui no cangote, botei duas gota da colônia de minha sinhá. Ó Ditinha, mas ademais do seu cheiro e do cheiro de colônia francesa, que mais que lhe deixa assim, com esse aroma meio fruta que se come, meio vento que se escolhe? Ô sinhô, que eu tenho que confessá, ainda não fui no rio me banhá,…

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