#5TranseCulturaSociedade

A Morte

por Ana Bagiani

Quando apareceu o convite para escrever na edição do Amarello dedicada ao transe, sequer hesitei. Topei na hora. Afinal, é um assunto pra lá de envolvente. Além da ousadia que o tema inspira, oferece-nos também a irrecusável oportunidade de mergulhar em camadas muito pouco conhecidas de nós mesmos.E foi até uma dessas que fui, em busca de algo original e sincero, caro leitor. Para alcançar este depoimento, viajei ao passado. Há cerca de dez anos, acompanhei alguns “novos amigos” a um ritual, a fim de experimentar o chá de ayuasca – o mesmo que se consome na seita do santo daime. (Em tempo: existem outros grupos que praticam ce-rimônias semelhantes, com a mesma bebida e as mesmas canções, mas independentes religiosa/espiritual/ritualisticamente).Lembro-me bem da aura de mistério que pairava e de um quase medo que me agitava. Era noite de sexta-feira e a casa onde nos reunimos ficava em um bairro…

Este conteúdo é exclusivo para assinantes

Assine ou para ter acesso a todo o nosso conteúdo.