#29ArquivoCulturaSociedade

Atlas Mnemosyne: busca infinita por arquivar imagens e pensamentos

por Orhan Pamuk

As imagens construídas pela humanidade, por seus artistas, desaguam com ímpeto na memória. Segurar a lembrança, deter o encantamento, sentir o deslocamento do olhar por imagens, as quais vislumbrem interpretar o mundo, é recurso ontológico do arquivo. O fio que tece e costura os meandros da expressão humana é imaterial, subjetivo, gira em torno da experiência sensível da apreensão sobre o vasto e indomável território dos sentidos. A estética de modo dual permeia as relações não aparentes e as lógicas iconográficas.O gesto em arquivar, em domar o tempo, o espaço das coisas criadas a partir da arte deixa-se espelhar pela força heurística, seja do plano da imanência da consciência (desta construção do saber) em conjunção com a fluidez efêmera do encontro com o visível. Seria o arquivo, portanto, a transposição da existência das coisas propriamente representadas ou mesmo criação do objeto (da cultura, da linguagem, das imagens elaboradas enquanto ideias)?…

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