#31O EstrangeiroArteCulturaFotografiaSociedade

Curto-circuito

por Roberto Vietri

Dessa vez, não começou ao mero acaso. Ao contrário do recurso do clichê com que iniciei meu relato naquela edição de 2013 da Amarello (Qual é o seu legado?), quando mostrei fotografias feitas na Fordlândia (no Pará) e, posteriormente, em Detroit, fruto de uma viagem por impulso anos antes para o Norte do Brasil, fui seduzido a começar esta nova história anunciando que a arte do acaso esteve presente apenas como manifestação inescapável da natureza que circunda a floresta – não como justificativa de falta de intenção.Sendo agora um pouco mais versado na região da Amazônia, sei bem que nada é assim “tão mais por acaso” depois que você a visita pela primeira vez. Começam a surgir chamados cada vez mais focalizados e audíveis. São como sinais que você captura e reconhece como destinos incontornáveis.Daquelas ambiguidades sadias ao processo, não lembrava mais qual referência sobre o local era mais marcante:…

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