#4ColonialismoHistória

A ópera e o boi: Fitzgerald, Fitzcarraldo e Lindolfo Monteverde

por Fernando Falcon

Em 1875 Paris inaugurou sua ópera. O edifício projetado por Charles Garnier coroou o processo de renovação urbana iniciado no século XVIII por Luis XV e intensificado e concluído pelo barão de Haussman em meados do XIX. Mais do que o principal local de encontro da burguesia parisiense, l’Opéra simbolizou a transformação da cidade industrial na cidade cultural, pela qual as metrópoles ocidentais passariam nos cem anos seguintes. Vinte séculos de história tinham gerado — para aquele contexto — o que de melhor a civilização ocidental produzira: o estado laico (com o fim da monarquia absolutista e da influência católica), a democracia burguesa, a arquitetura, as artes plásticas, a literatura, a música e a tecnologia (a cidade luz, com seus sistemas de água e esgoto, trens e metrô). Pode-se imaginar que um irlandês empreendedor e viajante como Brian Sweeney Fitzgerald tenha flanado por suas ruas e assistido a um espetáculo…

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