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Fotos de Derek Fernandes. Todos os direitos reservados.
#56O que está acontecendo?ArquiteturaDesignInterioresMobiliário/objetos

Um cafezinho com Daniela Laloum

por Tomás Biagi Carvalho
Fotos de Derek Fernandes

Tomar café na casa de alguém é um convite para conhecer profundamente essa pessoa. Nossa casa é a casca que nos protege do mundo. Ela é parte importante de nossa cultura particular e reflete a maneira como enxergamos e gostaríamos de nos inserir no mundo.

Aqui, dividimos casas de pessoas que gostam de casa. Que têm suas casas vivas, cheias de objetos que contam a história de uma vida, sem um lugar perene em seus espaços.

Dessa vez, não deu para encontrar a Dani e acompanhar as fotos do Derek, mas eu conheço muito a casa dela. A Dani dá a melhor festa de São Paulo, em agosto, no seu aniversário.

Quando nos conhecemos, eu tinha ido de bico em uma dessas festas com a Tininha. A noite foi ótima, ela sempre simpática, com uma saia preta de bolinhas tipo princesa, a casa toda aberta e disponível para os convidados. As portas abertas e os cômodos cheios. Quartos, banheiros… Dani é das pessoas mais alegres que eu conheço. Nesse dia, eu cheguei em casa às seis da manhã.

TOMÁS: Dani, me conta um pouco qual é a sua relação com casa e como começou a história com a sua família.

DANIELA: Eu tenho uma tendência de decoradora desde pequena, quando arrumava a casa da minha mãe. Ela nunca ligou muito pra casa, mas eu lembro que, com o primeiro salário que ganhei, comprei uma almofada pra pôr no sofá dela. Quando tinha Natal, eu pegava tudo que eu achava meio criativo e punha no meio da mesa; pegava um violino antigo e jogava, pegava flor no jardim. Eu sempre fui uma pessoa estética. Mas a minha estética não é rígida. Eu não acredito só na beleza, ela está muito relacionada ao conforto, à funcionalidade. A beleza pode ser tipo aquela música do Vinícius, alguma coisa meio estranha, ela pode ser engraçada, ela pode ser até um pouco, no olhar de alguns. Não acredito numa coisa rígida de “Ah, isso é bonito, eu só vou usar o bonito”. Eu gosto de ter coisas de vibrações, igual a um gráfico que sobe e desce. Nem todo mundo que entrar vai achar incrível. Pode achar verdadeiro, mas não é para achar incrível. A pessoa pode olhar e falar assim: “Nossa, você gosta disso?” Na minha casa, tem um chifre de acrílico imitando um chifre de elefante, né? Eu não acredito numa casa que é feita em dois meses, sabe? Eu não acredito muito em decorador, eu acredito que cada um é o seu próprio decorador. Você pode até chamar alguém para te ajudar, mas tem que ter você. Se você não tá nesse processo, fica muito sem alma

É importante ter na sua casa uma coisa que você fala: “Nossa, isso aqui eu ganhei de presente de uma amiga quando foi viajar. Isso aqui era da casa da minha avó. Isso aqui eu ganhei de presente de casamento. Isso aqui meu filho fez para mim quando tinha cinco anos”.

Total, inclusive coisas que a gente não gosta, né? Por exemplo, eu tenho várias coisas que a minha avó me deu ou ganhei de pessoas e odeio, mas ganhei deles, então pra mim conta muito.

Exato. Acho muito importante não gostar, porque, na maioria das vezes, existe uma energia ali.

A minha casa tem desde uma coisa muito especial até souvenir. Uma vez eu comprei uma mini torre Eiffel na França. Eu achei incrível, à época. Meu marido é francês, meus filhos são franceses, eu sou francesa. Então por que não eu ter um souvenir da torre na minha casa? [risos]

A gente tem que ter personalidade, porque, quando você se veste, você tem os seus conceitos e suas referências. “Ah, eu gosto disso, gosto de bege, de azul com bege, eu gosto de mocassim.” Agora, em casa, parece que as pessoas não têm essa liberdade, que é uma coisa fixa. Que, na casa, é muito custoso você ficar trocando. Não tô falando para você trocar todo ano a sua decoração, mas você pode fazer coisas sempre. Eu lembro de uma vez, quando meus filhos eram pequenos, que a gente tinha uma parede que eu falei para eles: “a gente vai pintar”. Arrastamos todos os móveis e falei: “Você só não podem fazer casinha e bonequinho”. E o meu filho mais velho tinha um pouco de consciência. Ele falou: “Ai, vocês são muito loucos, vocês estão pintando a casa, isso não se faz”. Os outros se soltaram mais. O de oito anos ficou só olhando de longe, achando tudo aquilo uma loucura. Ela ficou muito incrível. E passou-se uns anos, esse filho de oito, que hoje faz arquitetura, veio falar: “Ai, mamãe, eu entendo agora quando você fez aquele movimento quando a gente era menor”.

É aquela parede atrás dos chifres?

É atrás dos chifres. Eu acho que casa é para ser vestida, para ser vivida, a gente tem que abusar um pouco mais dela. Uma coisa que eu reparo muito, quando assisto filme, são umas casas que não têm nenhum quadro na parede. Eu falo: “Será que essa pessoa é muito incrível ou ela tá em sofrimento? Porque ela não tem nada da parede. Ou ela é muito evoluída”. Eu sempre fico pensando: será que ela nunca comprou um pôster para pôr na casa? Eu analiso tudo isso.

Eu lembro de escutar, na pandemia, de gente que ficava tão pouco em casa que, quando teve que ficar, começou a perceber que precisava de uma mesinha de canto para apoiar um copo na TV.

Porque viveu pela primeira vez em casa. Porque antes ela só entrava e saía.

Quem foi o arquiteto desta casa?

Nós somos a terceira família que mora aqui. Ela foi feita em 1968 por um professor da FAU chamado Ubirajara Callioli. Ele morreu faz pouco tempo, e, quando compramos ela do segundo morador, que tinha todas as plantas originais, fizemos uma reforma para voltar ao projeto original. A gente tinha um forro que não mostrava as vigas; tiramos todo ele. A gente tinha dois banheiros que a pessoa tinha dividido no meio; unimos o banheiro. Enfim, a gente foi fazendo o caminho de volta do arquiteto. A única coisa que a gente adaptou foi que onde é meu quarto, antes ali era um salão de festa, e aí a gente transformou no meu quarto em uma sala de TV.

E como começou a história das de vocês com a casa?

O David, meu marido, um dia saiu para andar no bairro com um amigo dele. E aí o amigo entrou e falou: “Nossa, essa casa parece uma casa italiana de não sei o quê”. Usou um termo que deixou o Davi muito impressionado. Ele falou: “Se você não comprar, eu compro”. Aquela coisa assim meio, né? Se você não comprar, eu compro. E aí o Davi me ligou e falou: “Vem pra cá que a gente achou a nossa casa”. Quando cheguei, percebi que era a casa do Will, o segundo dono, que era uma pessoa que eu conhecia, um espaço que eu frequentava. 

E o que que você acredita que a arquitetura dessa casa te oferece, em termos de bem-estar e conforto?

Eu gosto muito do fato dela ser antiga, de ser original. Eu tenho pavor desses caixotes que são feitos hoje em dia. Brasileiro não sabe valorizar a história. É muito triste. Eu tenho uma história que gosto de contar, que eu tenho uma vizinha que pôs abaixo uma casa que era maravilhosa para fazer uma quadra de beach tennis. A hora que eu vi aquilo, eu falei: “Como é que você pôde destruir uma história de um bairro dos anos 70? É uma coisa importante. Você coloca fora tijolo, jacarandá, madeiras nobres que não existem mais, um monte de coisa.” Alguém construiu, pensou nisso? Eu sou muito da reforma, tenho pavor de ficar comprando coisa nova. Se uma coisa minha quebra, eu vou, eu pesquiso, eu ligo pro lugar, eu acho um marceneiro que conserta. A pessoa põe abaixo e coloca aquele piso horroroso de porcelanato que acabou quebrando todas as fábricas de tijolos maravilhosos. Por exemplo, o meu tijolo é lindo, de uma fábrica no Leme, e agora não tem mais. Esses arquitetos todos só pensam em dinheiro, eles querem dar uma solução prática para o cliente, sem gastar muito dinheiro, e o dono do porcelanato vai puxar o saco dele, vai levar ele para Milão para ver aquela feira. Hoje todo mundo é como um eletrodoméstico que se joga fora, mas nem tudo é eletrodoméstico, né? 

Enquanto eu te escutava, estava pensando que as pessoas falam muito de bom gosto, sabe? Que o fulano tem bom gosto. Acho horrível essa coisa. Eu acredito que a gente tem que ter um gosto. Um gosto que é o seu gosto, porque você vive e faz as coisas com gosto, com cuidado, capricho e atenção. Inclusive, acho que coisas feias, coisas que a gente não gosta, coisas tidas como de mau gosto, são fundamentais para esse entendimento.

Isso não existe. Porque, de novo, você tem a sua história, as suas origens, o jeito que você nasceu. Isso tudo tem que estar impresso na sua vida, na sua casa. É fundamental. Eu tenho, por exemplo, entre os meus objetos prediletos, um cogumelo que eu comprei lá naquele lugar onde se vê disco voador, Alto Paraíso. É um porta incenso. Eu tenho pavor de incensos, tá? Mas eu achei aquilo importante, porque amei aquela viagem. Falei: “Gente, que melhor coisa eu vou ter daqui?” É o porta-incenso de cogumelo feito de epóxi e vendido pelo pessoal que mora naquela feirinha hippie e vende tudo a dois reais. Eles não estão nem aí com dinheiro. Acho maravilhoso. Eles só querem uma coisa para eles poderem comprar o almoço deles. O David olhava as coisas da feirinha e falava: “Nossa, isso aqui na Colette pode vender por 200 euros”. Porque tudo é uma questão de ponto de vista.

E justamente isso é o que eu acho que o Brasil tem de melhor, né? Porque a gente não tem essa coisa tida como de bom gosto, isso é uma ideia europeia ou americana, sei lá.

A gente é meio condensado. Eu acho que não existe nada de mais bom gosto do que aquelas casas de pescador das praias que hoje em dia não existem mais.

Acabou tudo, foi tudo varrido pela Shein.

Aquilo é de muito bom gosto, porque a pessoa entendeu tudo. Ela não tinha nenhum desejo de impressionar alguém. Ela fazia uma casa com o material que ela encontrava lá, do tamanho que ela precisava e linda, perfeita. Pra mim não tem nada de tão mau gosto do que aquelas pessoas que fazem casa em lugares tipo na Bahia com home theater e com mais não sei lá o quê.

É porque, vivendo na beira do mar, no ambiente que é o dele, ele sabe o que presta para ele, ele tem a cultura completa para a própria vida. Eu acho que tem várias camadas e a camada do autoconhecimento. A do respeito e da consciência do seu entorno, de quem está perto de você, é uma.

Exato. Pensando nisso, chegamos à conclusão de que o bom gosto é nada mais do que você estar dentro do seu diâmetro, fazendo coisas de acordo com o lugar, com o material que encontra ali. 

Claro. É isso o que eu acho que você tem muito na sua casa. Eu acabei de ler um livro maravilhoso, A lebre com olhos de âmbar, que tem uma coisa que achei muito lindo. Ele fala da maneira que você junta os objetos, a maneira que você escolhe colocar um objeto ao lado do outro, e que é uma questão de repertório, não é que você vai e fala assim: “Ah, esse colírio branco aqui combina com essa coisa porque a tampa é branca, então vou colocar um do lado do outro”. Ele fala de algo que é anterior, de você escolher colocar um objeto ao lado do outro porque ali é criada uma atmosfera. E eu sinto muito isso toda vez que vou na sua casa.

É, pode ser, porque eu tenho paixão por objetos. Eu acho que os objetos contam histórias como essas do livro.

E são impregnados de vivência e de histórias. Eu acho muito legal também, porque amo objetos, mas sou zero apegado. Então, se quebra, eu tento consertar, mas eu não fico triste. Também jogo fora se não tem jeito.

Eu também sou desapegada. Eu acho que fez o tempo dele. 

E gosto muito disso, de uma coisa que me prestou ir para outro lugar para prestar para outra pessoa, da maneira dela, e daí vai contar outra história, da maneira da pessoa 

É bonito.

Como você acha que o seu trabalho com flores se comunica com a sua casa? Você entende que a sua profissão influencia no seu gosto pessoal, na sua forma de viver?

Eu acho que é o contrário. É o meu jeito de ver as coisas que influencia muito no meu trabalho. Sinto que eu sou muito boa em ser muito coerente com uma ideia. Por exemplo, a pessoa me fala: “Eu vou casar na praia, quero fazer a decoração com você”. Eu jamais vou levar um caminhão de flores de São Paulo, entendeu? O que eu gosto sempre de fazer é de trazer pra pessoa como se ela tivesse feito, ou seja, obviamente ela usou profissionais para ajudar ela, mas pertence ao universo dela. Então tem coisas que, às vezes, não pertencem a ela, que não tem no lugar onde ela está. Estamos fazendo o casamento da filha da Isabela lá numa fazenda em Minas. É uma casa antiga, a gente tem que ser coerente com essa história. Não combina móvel de ratã só porque você tá na na fazenda. Não é da época. Vamos pôr coisa neutra, não vai aparecer, sabe? Assim, eu acho que nisso eu sou boa, de, na casa da pessoa, falar: “Não, a gente não vai alugar nada naquela coisa de dona Felipa, que é um horror, todo mundo faz as festas iguais, tudo da China. Vamos abrir seu armário, vamos pegar os seus presentes de casamento, pegar as baixelas da tua avó. Ah, mas não tem igual. E qual o problema? Não precisa ser igual. Quem disse que tem que ter tudo igual? Uma coisa junto com a outra. Buscar certa liberdade, pois não existe o certo e o errado, tem que fluir, independente se ninguém tá fazendo igual na internet.

A minha casa, eu acho que ela é maximalista, mas eu não sou maximalista na flor. Eu jamais lotaria minha casa de flor, porque acho que aquilo não é natural. Mas se eu estou no campo, por exemplo, com muito espaço disponível e plantas à disposição, a realidade é outra… Eu sou contra a coisa artificial, como, por exemplo, quando eu vou na casa das pessoas e elas têm lá oito arranjos espalhados na casa, todos iguais, como se fosse um escritório, sabe?

Ô, Dani, qual você acha que é o papel das artes na sua casa e na sua vida?

Então, eu sempre me pergunto: eu amo isso porque eu amei a arte em si ou será que eu me apaixonei pela estética? É uma linha muito difícil, porque ficam falando: “Ai, não dá para comprar o quadro que combina com o sofá e tudo mais”. Enfim, eu acho que não é exatamente isso, mas, para mim, são coisas que eu olho e me emociono. Eu falo: “Ai, gostaria de ter isso na minha casa”. Por isso que eu fico reparando, às vezes, na casa dos outros. Eu consigo reconhecer uma pessoa pelos objetos e pela arte que ela tem, porque às vezes você percebe que não tem nada a ver com a pessoa, que daí você tem certeza que foi alguém que comprou pra ela, não foi feito por ela, que não vibra junto. Comprou isso só porque vai subir o preço ou porque está em alta e é um investimento? Eu tenho uma estética muito diferente da do Davi. É até engraçado, a gente tem uma casa que é harmônica, mas às vezes tem muita coisa que eu compro e ele fala: “Você pode dar pra sua irmã isso? Isso é horrível”. Ele não gosta de coisas muito com cara de inglês, sabe? 

E o contrário também acontece, como quando ele chegou com várias máscaras africanas. Quando ele tinha duas no apartamento dele, eu achava bom. Um dia ele chegou com mais quatro, depois, uma vez, ele comprou uma coleção inteira de 30 máscaras. Hoje em dia eu amo aquelas máscaras, mas, na primeira impressão, eu falei: “Que loucura isso, meu Deus do céu”. E aí você vai aprendendo a gostar. Então eu acho que as influências são uma coisa. Nós somos de universos distantes, mas harmonicamente a gente se dá bem. Então eu acho que eu aprendi muito com o olhar dele, e ele aprendeu muito com o meu . Eu tinha um universo muito do kitsch, logo que eu fui morar sozinha, era o jeito mais fácil, mais barato de decorar uma casa. Então você comprava umas coisas de plástico, uma cadeira vermelha, um pôster do Batman e ficava tudo muito bom. Ao mesmo tempo, eu gostava de criar esse ambiente que não é óbvio. Pra mim sempre foi muito importante decorar, trazer coisa pra casa, porque eu queria que as pessoas entrassem e se sentissem aconchegadas. 

É uma coisa com que eu sempre me preocupei. Não com impressionar a pessoa, mas deixá-la confortável, sabe?

E se sua casa fosse um outro lugar do mundo, qual seria?

Ah, eu já pensei muito nisso. Eu vou ser sincera, eu tenho vontade de morar em vários lugares. Uma coisa que eu sou fascinada é aquele home exchange. Eu acho impossível com três filhos, mas talvez, quando eu for mais velha, eu consiga. Meu sonho era ir pra casa de outra pessoa e ficar na casa dela, porque o que eu adoro fazer é um feng natural da casa. Assim, eu tenho esse poder de entrar e falar: “Não fica boa a cômoda aqui, o espelho também não é bom aqui”. Eu adoro fazer isso. Então a minha casa poderia ser em qualquer lugar, mas eu sou uma pessoa urbana.

E me vejo morando em qualquer outra capital do planeta, sem preconceito, tipo Buenos Aires, Copenhage. Quando eu vou viajar pra um lugar que eu nunca fui, eu já penso no bairro onde eu vou morar. É muito gostoso você falar assim: “Ah, nossa, eu iria vir nessa padaria, eu morando nesse bairro”.

E o que que você trouxe recentemente para esta casa?

Eu comprei um tapete que fica no quarto do meu filho. Comprei quando eu fui pro Marrocos. Mas deixa eu lembrar, eu sigo comprando almofada. Eu sou a louca da almofada. Eu compro tecido…

É a raiz de tudo.

Tecido é uma coisa que eu compro muito. É a raiz, de onde começou. Tem um candelabro que eu comprei faz pouco tempo na Inglaterra.

Quais são os cantos que você mais curte na sua casa?

O meu quarto, porque é o espaço mais íntimo. Adoro ficar no meu quarto, ler no meu quarto. Eu adoro ficar lá, porque é onde mais tem as coisas que são só minhas, sabe?

E quais são as suas melhores e maiores lembranças desta casa?

Ah, acho que as festas, né? Por isso que eu gosto de fazer festa, porque eu adoro ter os meus amigos dentro de casa. Para mim, isso é um grande prazer, receber as pessoas em casa e elas se divertirem. Quando você faz um almoço gostoso, que a pessoa vai lá, que você vê que ela fica, que ela gosta, que a companhia é gostosa, que dá tudo certo… Eu tenho o maior prazer em receber as pessoas, em trazer conforto, entreter. Eu só fiz mapa astral duas vezes na vida, e a mulher falou para mim: “Olha, você é Leão, né? E você tem Vênus no Sol. Isso é o sonho de todo mundo, porque você sempre entretém”. Então eu sou essa pessoa, sabe?. Eu nasci para entreter.

Dani, o que significa, para você, tomar um cafezinho na casa de alguém?

Acho que tomar um cafezinho é você parar dois minutos e trocar uma ideia com essa pessoa, que às vezes é um amigo novo, às vezes é alguém de trabalho, às vezes é um amigo antigo, um amigo muito íntimo. É um jeito de dar uma pausa e trocar coisas que com certeza vão ser importantes. Se alguém te convida para um café, é porque ela tem alguma coisa para te falar, então você tem que ouvir.

Dani, adorei conversar sobre a sua casa com você. Aprendi muito te escutando. Foi muito instrutivo.

Que bom, fico feliz que você achou instrutivo.

OBJETO DE CARINHO

A Dani, que é casada com um francês, tem um grande desa- fio: acha difícil presenteá-lo. Depois de anos juntos, ela começou a encomendar presentes customizados, porque o que havia no mercado não iria agradar. Foi o caso desta cúpula de abajur, encomendada para a artista Patrícia Magano para dar de presente para o David nos seus 42 anos.

“Eu amo ver meus filhos pequenos neste desenhos. Ela desenhou eles super bem e muito fofos.”

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