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Nunca – parar

por Guilherme Nehemy

Minha relação com o esporte teve início na infância, incentivada pelo meu pai, inicialmente no tênis e depois no futebol, como ocorre à maioria dos garotos. Sempre tentei me manter ligado à atividade física, correndo na academia ou na rua, ainda que apenas uma ou duas vezes por semana. Sabia que, por menores que fossem a frequência e a exigência, a simples prática esportiva me fazia bem, especialmente ao fim do exercício: aquela sensação de pós-esforço – uma injeção hormonal de endorfina e serotonina – que nos traz satisfação sem igual.O ano de 2010 foi, na minha vida, um divisor de águas. Estava com hábitos nada saudáveis, fumando e bebendo muito, submetido a oscilações de peso muito bruscas. Quase não fazia atividades físicas. Minha preocupação, ao chegar em casa, consistia em saber qual seria o programa da noite e o que teríamos de bebida para acompanhar.Até que minha esposa me…

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