#16RenascimentoArteArtes Visuais

Morte e renascimento maia: os murais de Bonampak

por Alberto Rocha Barros

Na abertura de Os Gregos e o Irracional (1951), obra decisiva de E.R. Dodds, durante uma visita ao Museu Britânico, um professor de cultura clássica observa as esculturas do Parthenon quando é abordado por um rapaz que confessa não conseguir admirá-las: parecem-lhe “extremamente racionais”. O professor simpatiza: “Creio que o entendia. O que o rapaz estava dizendo era algo que já havia sido dito antes (…) Para uma geração cuja sensibilidade havia sido treinada nas artes africana e asteca, e através de obras de homens como Modigliani e Henry Moore, a arte dos gregos (…) é mesmo propícia a se mostrar destituída de certa consciência do mistério, e de uma capacidade para penetrar em níveis mais profundos e inconscientes da experiência humana.”Certamente houve um boom de interesse na arte das civilizações antigas e das culturas tribais, sobretudo na Europa da primeira metade do século XX, quando a arqueologia se desenvolveu…

Este conteúdo é exclusivo para assinantes

Assine ou para ter acesso a todo o nosso conteúdo.