#30IlusãoArteMúsica

Conversa Polivox: Luís Capucho

por Bruno Cosentino

Quando ouvi Luís Capucho uma das coisas que logo me chamou a atenção foi que suas canções se pareciam muito umas com as outras. Ele estava dentro de um paradigma que não era o da profusão de cores e ritmos da MPB; parecia fazer em toda sua obra uma única canção contínua, à maneira de um Bob Dylan. As letras eram narrativas como em seus livros. Ouvindo “Poema maldito”, por exemplo, aprendi que na canção que conta histórias é melhor que não se varie tanto os acordes para que não se perca o fio da meada — já conduzido com melodias sinuosas e frequentemente próximas da fala. Luís descreve objetos e situações com uma aspereza deslumbrante; quando cantados, porém, se abrem em um mundo de fantasia e delicadezas, com luz e paleta de cor próprias. A criação desse universo mágico passa pelos temas obsessivos, pelo modo (como foi dito) perturbadoramente…

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