#24PausaArteArtes Visuais

Imagens Desviantes

Horror, de Antonio Sobral Cada pequeno gesto repete milhões de outros gestos, cada pensamento prova. Prova de admissão em si mesmo. Ele queria chegar à pausa. Imagina o tempo como uma cadência. A sorte. O pulso. A morte. * Esquecer os outros, esquecer o mundo, esquecer-se, enfim. Esquecer é um exercício do presente. Não é tão difícil quando o sol esquenta: seu corpo em brasa. E o vento arrefece. * Houve um naufrágio dentro de casa. Ele tem 30 anos. Ele se lembra. Mas hoje ele quer pensar em outra coisa. Ou melhor: de outra forma. Ele quer pensar seu pensamento, ele quer pensar o que pensa e não para nunca. Estar fora da ladainha irritante que o assola. Ele quer algo estranho: olhar seus próprios olhos. Saber como seu corpo se mexe. Alheio à própria carne. Ver desprovido de olhos. Presença. O mar é sedento, às vezes me mete…

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