Há 8.500 anos a.C, os homens começaram a produzir grãos para facilitar a alimentação e melhorar a digestão. Para auxiliar nesse processo, surgiram os moinhos. Os registros mais antigos nos mostram que os modelos a vento eram utilizados na China, aproximadamente 2.000 a.C. para irrigar a plantação. Posteriormente movidos a água ou tração animal, os moinhos se tornaram peça essencial na produção de farinha, na extração de suco e na moagem de vegetais.

No Brasil, os primeiros moinhos acompanharam a chegada dos colonizadores europeus. O Velho Continente trouxe até nós a tradição do moinho hidráulico – cujas origens remontam ao Mediterrâneo helenístico -, fazendo o engenho parte marcante da paisagem rural dos estados do Centro-sul do país.  

Considerado como o processo perfeito para se obter o melhor fubá – ou farinha de trigo – o moinho de pedra elétrico surgiu como uma tecnologia moderna para substituir a força da água e tornar o processo mais acessível. Apesar da aparente extinção da técnica, Zé da Amélia faz questão de manter viva a tradição que aprendeu com o pai. É no interior de Minas Gerais, em Piracema, que o artesão se debruça esculpindo pedras e mais pedras para produzir moinhos sob encomenda, num processo que chega a levar até 40 dias. 

Um esforço recompensado pelo sabor e qualidade do fubá e da farinha de trigo que Zé da Amélia nos ajuda a obter. 

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