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Amarello Mesa em Brasileiro

por Revista Amarello

Amarello lança linha autoral de utilitários domésticos, atualizando os clássicos-afetivos para os dias e lares de hoje. Conheça aqui.

Poucas coisas refletem melhor os costumes de um povo do que a culinária. Ela reflete também outros aspectos culturais, como a religião e a política. É um saber ancestral da experiência da vida, passado de geração em geração como um acervo próprio de cheiros, sabores e emoções, que vêm tanto dos alimentos e temperos quanto dos utensílios e das técnicas.


Culinária é material e imaterial, com fatores se combinando para formar uma grande, e ainda assim particular, festa cultural. A Amarello Mesa em Brasileiro, nossa coleção 100% brasileira de utilitários domésticos culinários, convida você para fazer parte dessa celebração, tornando sua casa seja ainda mais sua. Como nos reunimos ao redor da mesa todos os dias, várias vezes ao dia, comer é conversar, trocar, rememorar, saciar a necessidade de ter contato com outras pessoas. Em um mundo polarizado, uma refeição tem o poder inigualável de reunir. Se nutrir é o propósito inicial e final de uma refeição, o encontro é o entremeio que a torna especial. A partir dele é que se constrói o aconchego de uma rotina, como um ritual que, apesar de familiar, nunca é o mesmo.

É exatamente esse aconchego que evocamos em cada uma das peças da Amarello Mesa em Brasileiro, idealizadas por nós e produzidas pelas mãos talentosas de artesãos com muitas histórias para contar. É, sim, possível que atividades tão simples e cotidianas, como as que envolvem a comida e a mesa, tenham tantos significados e virem algo muito maior. Afinal, a maneira como nos preparamos para jantar ou o tempo que reservamos para sentar e almoçar é uma questão de respeito pela vida.

Descubra futuros tesouros e clássicos atuais. Coloque a mesa. Sozinho ou com os que ama.

Celebre o todo dia.

— Tomás Biagi Carvalho

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Café Amarello: os sabores de São Paulo

A Amarello Barra Funda está localizada na Rua Vitorino Carmilo, 928, em São Paulo.

Gustavo Rozzino é o chef por trás do bistrô TonTon e da trattoria Tontoni, ambos em São Paulo, na região dos Jardins. Tendo passado muitos anos na Europa — em lugares como Montpellier, na França, e Milão, na Itália —, sabe valorizar o que é brasileiro sem deixar de acreditar nas misturas de experiências. Sempre com uma proposta de descomplicar, suas empreitadas aqui e ali buscam os mais diversos públicos e paladares. Sendo assim, com essa alma cigana, não poderia haver alguém mais indicado que Gustavo para pensar nos menus do espaço Amarello Barra Funda, que sempre se transformarão conforme a estação do ano. 

Como uma forma de se reimaginar alguns pratos consagrados pela cultura paulistana, propõe-se — nas palavras do próprio chef — uma “releitura dos ingredientes clássicos”. A ideia é respeitar a essência dessa forte tradição, mas recebendo uma lufada viçosa de ar muito bem-vinda. As opções do cardápio são elaboradas com aquilo que, apesar de o mesmo, foge do padrão de suas composições. Estamos falando de ingredientes como pão de miga, pães artesanais, chocolate belga, café orgânico premiado e muitos outros integrantes do inventário gastronômico de São Paulo que se apresentam aqui com uma pitada de renovação. 

Mudam-se os comos, mas não se mudam os porquês; constroem-se novos caminhos, mas o acolhimento do ponto de chegada é o mesmo.

O caráter transitório e a ânsia por sempre agregar, traços esses tão intrínsecos ao menu e as escolhas que o definem, funcionam como metáforas da própria Barra Funda: a renovação constante que acontece dentro de sua herança cultural; as estações que nunca se assemelham, pois preferem se somar; os sabores de uma São Paulo cuja tradição maior é não ter medo de nunca parar e continuar seguindo em frente em busca do novo. 

“Está sendo uma grande experiência conhecer o bairro de maneira mais profunda nesse momento de renovação”, conta Rozzino. “O espaço Amarello Barra Funda com certeza vai ser abraçado como aquele lugar excelente para ir à tarde, tomar um café, curtir a cidade e um dos pontos mais efervescentes. É mais um pedaço paulistano a ser explorado — e bem nesse quadrilátero onde existem tantos estúdios e ateliês, tanta cultura para gente consumir! É um privilégio.”

E, assim, com um contexto que favorece tanto os encontros que somam quanto o acolhimento do que é familiar, sentimos no paladar uma homenagem autêntica a São Paulo.

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Fabiana Queiroga & Amarello – A beleza natural dos questionamentos

Aos vagidos já curiosos de alguém que questionava seus arredores desde que chegou ao mundo, um nascimento mútuo: o de Fabiana Queiroga e o de seu trabalho. A artista e poeta visual vê sua curiosidade de criança — que jamais deixou de se manifestar, apesar da passagem dos anos — como parte fundamental de seu percurso profissional. Natural de Goiânia, começou a estudar desenho e pintura ainda jovem, desenvolvendo habilidades artísticas na mesma lufada em que se desenvolvia enquanto pessoa. É nessa história de formação confluente que temos o símbolo maior de alguém que, para além da extensa bagagem acadêmica, se interessa sobretudo pelas relações humanas. 

Provocar reações afetivas, retratar corpos no espaço, aflorar sensibilidades, tudo no universo de Fabiana — e, consequentemente, no de suas criações — gira em torno daquilo que fez seus olhos brilharem quando ainda tateava superfícies com as mãos lisas de uma menina que vivia por novos descobrimentos. Os encontros e desencontros que se desenrolaram lá atrás seguem acontecendo, resultando num processo criativo que se dá através do estudo da natureza, atentando-se para suas formas, estruturas, texturas e possibilidades. Não à toa, ministra aulas de design e processo criativo a partir desse viés natural. 

“Gosto de pensar que o universo nos deu tudo de forma generosa. Basta a nós saber olhar e ter a curadoria desse olhar em nosso dia a dia”. 

Fiel às suas origens goianienses, faz questão que o natural tenha presença central em sua produção, como é o caso da recente série Herbário, cheia do frescor típico de frutas e de questionamentos maduros, prontos para serem colhidos. A série, aliás, conversa diretamente com a parceria feita com a Revista Amarello para a Coma Bem, Viva Melhor. O lindo trabalho de Fabiana articula sobre o hibridismo emocional e o deslocamento do objeto de sua função, além de conjurar o viço encantador de rosas e rizomas. 

Ao falar da natureza, também fala sobre o mundo virtual em que vivemos hoje, inundado de relações não-táteis que trazem à superfície reflexões profundas, especialmente sobre os lugares que tomamos como imutáveis — mas que, à bem da verdade, com as constantes degradações naturais e transformações sociais, estão mais mutáveis do que nunca. Há no mundo um espaço que ainda nos cabe? Onde você se encaixa nessa configuração atual? Naturalmente, nos vemos sobrecarregados de fascínio, admiração e ressalvas, numa só — eis, então, as emoções híbridas evocadas pela série.

Entre as criações de Fabiana para a Feira, estão: 

Peso de Mesa Maçã

Peso de Mesa Pera

Brinco Broto Rosa

Abacaxi de Parede

Broche Plana Miúda

Broche Bromélia

O que inspira a artista plástica? “A vida. As pessoas na rua, nos cafés, as conversas, a forma que as folhas das árvores caem ao chão. O tom de azul do céu e a força da chuva. O ambiente e as relações. O amor.” 

Dessas fontes de inspiração, surgem trabalhos autênticos que veem humanidade e natureza como um único ecossistema. Todos, no fim — incluindo os que vieram antes da série Herbário e da parceria com a Amarello, assim como os que virão depois —, são respostas dadas àquela menina do cerrado que tanto se aprazia ao tentar desvendar cada pequena dobra do mundo. Talvez “desvendado” seja a última coisa que o mundo esteja hoje em dia, para Fabiana e qualquer um de nós, mas, nas perguntas, enxerga-se novos azuis e amores. 

Da curiosidade, nasce arte. 

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